Eu li uma notícia no site da Uerj essa semana que me deixou um pouco triste, a notícia avisava que o ciclo de palestras sobre os livros obrigatórios estava com as inscrições encerradas,mesmo eles não tendo divulgado quando seria abertura do prazo para essas inscrições,e nem dito nada sobre o assunto de forma concreta,eu mesma só fiquei sabendo da existência do ciclo graças ao vídeo de uma professora do curso ProEnem. Então fica aqui nesta primeira parte o meu apelo para que a UERJ divulgue melhor suas palestras e coloque prazos maiores.
Mas vamos voltar ao primeiro livro obrigatório do ano,agora eu quero tentar falar em um texto só sobre 1 dos meus 11 contos favoritos desse livro e prometo que na segunda-feira eu começarei a releitura para conseguir construir uma resenha final que faça jus a essa obra.
A primeira história de insônia que eu quero citar é a terceira sim,não vou comentar a primeira e a segunda e vou direto para ela porquê nela foi onde eu comecei a me desesperar com o livro pela segunda vez,vou cita-la abaixo e acho que lendo na integra vocês já irão ter a mesma ideia que eu tive ao lê-la pela primeira vez.
Terceira Insônia de Insônia
Ausente o Lobo,dormem os carneiros no redil.Menos um. Que para chamar o sono decide contar homens pulando a cerca.
Mas o primeiro se recusa a fazê-lo. E está armado.
-Marina Colasanti
Perceberam?Ao contrário dos carneiros que contamos pulando a cerca branca da fazenda enquanto esperamos que sono venha nos resgatar,o primeiro homem citado no conto entre todos os outros que o carneiro decidiu contar ao invés de fazer seu pulo de boa vontade como o carneiro faria se fosse mandado pular faria,ele se recusa e permanece relutante, e está armado pronto para ferir ou matar o pobre carneiro que não lhe mandou fazer nenhum esforço físico que fosse além de sua natural capacidade. O Carneiro estava apenas seguindo seu ciclo de contar homens pulando até dormir,e esperava que o homem tivesse para com ele a boa vontade de cumprir sua parte no negócio mas o humano o decepciona,preferindo demonstrar hostilidade e superioridade com sua arma. Esse conto me fez refletir sobre o quanto é comum a todos nós que esperemos dos outros a mesma intensidade em relação a sentimentos,emoções e atitudes; e o quanto essa esperança pode nos revelar coisas nocivas e bruscas,somos humanos as vezes tão dependentes emocionalmente do outrem que até para dormir precisamos dele.
Hora de Alimentar as Serpentes é aparentemente um livro cheio de lacunas,mas na verdade a cada ponto final de cada conto por mais que a história pareça imcopleta como esta sentimentos são revelados,atitudes posteriores são elevadas de tamanho e as vezes 100 possibilidades surgem para serem interpretadas. E por mais que eu acredite que a verdadeira razão para a UERJ ter escolhido este livro como a primeira obra obrigatória para a primeira avaliação seja infinidade de figuras de linguagem e pensamento muito bem usadas,eu acredito também que como sempre a obra escolhida foi selecionada por seu valor cultural e pelas reflexões que ela desperta.
Então meu conselho sobre esta obra é LEIAM,é possível se aprender muito com ela,E mesmo que esse não seja o seu ano de vestibulando e você nem pense em estudar na instituição citada acima,LEIA vocês não irão se arrepender seguir meu conselho.
Obrigada pela Leitura!
-Scarlett




Nenhum comentário:
Postar um comentário